Nas e Criolo levam o rap ao Lollapalooza 2013

Posted on Abril 2, 2013

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Fabiola Ribeiro

O nome do rapper novaoirquino Nas no line up do Lollapalooza 2013 deve ter passado batido para muitos dos fãs de rock que foram ao Festival que realizou sua segunda edição em São Paulo nos dias 29, 30 e 31 de março, para ver as apresentações de nomes como The Killers, Alabama Shakes, Black Keys,  Queens Of The Stone Age e Pearl Jam. Mas não foram só os riffs de guitarra que embalaram o publico de mais de 50 mil pessoas que foi ao segundo dia do Lollapalooza 2013, a edição desse ano deu espaço para o rap com os shows de Nas e Criolo.

Nas

Foto:Victor Nomoto

Foto:Victor Nomoto

Sim, Nas, ícone do rap que brilhou nos anos 90 com o álbum “Illmatic”, se apresentou no Palco Perry no sábado (30/03) em um ótimo show que mesclou sucessos do primeiro álbum,  de 1994, com canções de “Life is Good”, o mais recente. Se o publico ‘roqueiro’ não sabia muito bem que mera Nasir Jones, o DJ que acompanhou o rapper abriu o show perguntando a plateia se conheciam Tupac e Biggie Poppa enquanto tocava clássicos do hip hop, deixando bem claro que aquele era um show de rap.

Nas subiu ao palco as 18h30,  surpreendeu e levantou o publico que não chegou a lotar o espaço, mas cantou junto. Lif’e’s a Bich, Repesent, The World’s Yours, Worlds’s an addiction, One Mic, Daugthers e Bye Baby estiveram no repertório.  Confira o vídeo que fizemos do show (o som não é dos melhores, mas da para ter uma ideia de como foi).

Criolo

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Se Nas é um dos principais nomes do rap mundial, Criolo é, atualmente, no Brasil, seu principal expoente. Ainda que digam por ai que Nó Na Orelha não seja tão rap assim, as músicas do segundo álbum do rapper foram cantadas em uníssono pela plateia que enfrentou um lamaçal para ver o show (lotado) que aconteceu no Palco Alternativo, também no sábado.

Ao lado de DJ DanDan e banda, Criolo falou de amor, saudou o Grajaú e celebrou poder fazer parte daquele momento. Durante um rápido intervalo, DanDan gritou “Fora Feliciano” por duas vezes, em  alusão a escolha de Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Mas o clima não era de protesto, o discurso era sobre igualdade e musicalidade, e o publico foi convidado a conhecer o Pagode da 27 que fica “ali no final da linha Esmeralda” de trem, que passa exatamente ao lado do Joquey Club.

“Grajauex”, “Samba Sambei”, “Sucrilhos” e “Não existe amor em SP” animaram os presentes. O show foi finalizado por volta das 21h com a canção “Vasilhame”, colocando um pouco mais de rap no Festival que escalou apenas duas atrações do gênero.

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