Toni C. fala ao Massala sobre seu livro “O Hip-Hop está morto”!

Posted on Março 15, 2012

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Se existe uma pessoa que trabalha com a multiplicidade do que o Hip-Hop como arte pode fazer, essa pessoa é Toni C. Pesquisador, escritor, cineasta, DJ e agitador cultural, Toni dirigiu o documentário “É Tudo Nosso ! O Hip-Hop Fazendo História” e organizou os livros “Hip-Hop a Lápis” e “Literatura do Oprimido”. É editor do recém lançado livro de poesias “#PoucasPalavras”, de Renan Inquérito.

Toni, a partir do primeiro dia deste mês, está fazendo uma turnê de lançamento de sua última obra, o livro “O Hip-Hop está morto”. O prefácio é feito por nada mais, nada menos que Dexter, e com o aval de simplesmente Mano Brown, Eduardo (Facção Central) e o próprio Renan, Toni C. está realizando estes lançamentos especialmente em Saraus, pontos de cultura e instituições.

O livro é recheado de surpresas e uma grande dica, além de possuir 28 fotos em preto e branco de figuras como Sérgio Vaz (Cooperifa), Nelson Triunfo, Rapin Hood, Thaíde, Renan Inquérito, Rubia RPW, DJ KLJay e MV Bill, que são, inclusive, transformados em personagens. Também há uma homenagem aos falecidos Dina Di e Sabotage. Nem precisa falar que vale MUITO a pena ler, não é?

Toni C. conversou com Ana Fonseca sobre o livro. Confira a mini-entrevista do autor de “O Hip-Hop está morto”:

Massala Diversidade Cultural –  Que pontos você apresenta no livro para afirmar que o Hip Hop está morto?

Toni C. – A frase: “O Hip-Hop Está Morto!” não é minha. Sou autor deste romance, que conta a história do Hip-Hop no Brasil. História bonita de superação e dificuldades, que tem até mesmo pessoas que dizem e agem para o extermínio de nossa cultura, daí vem o título.

MDC – Mesmo com a cena atual, aparentando uma efervescência, como você enxerga o Hip Hop em seu viés mais POLITICO/MILITANTE?

TC – Gostei do “aparentando”, pois eu não vejo toda essa efervescência. Para mim, vivemos uma         transição de modelo, que afeta a indústria fonográfica, os meios de comunicação, a forma de produção e distribuição de cultura. Politicamente há um impacto: por um lado eu pergunto cade as posses, as rádios comunitárias, os eventos de rua? Por outro eu vejo ações como a solidariedade à favela do Moinho, ação em prol às Mães de Maio, do Pinheirinho, Criolo fazer um show em Pernambuco se manifestando pelas famílias expulsas do Pinheirinho mostra sua origem, o videoclipe Dedo na Ferida do Emicida, a música Marighella de Mano Brown, resgata a força do movimento.     

MDC –  Na sua opinião, que paralelo poderá futuramente ser traçado – ou já está sendo traçado – entre o Hip Hop e a literatura?

 TC – O graffiteiro é chamado de writter, que significa literalmente escritor. A letra de um Rap pode ser escrita num papel, como a literatura. A coreografia do Bboy ou um set-list de um DJ, são escritas em um papel. Por isso, acredito que a escrita está no Hip-Hop desde o início, mas agora ganha cara própria, pegamos a literatura pra nós. Daqui a pouco, vai ter boy jogando livro na fogueira falando: “Livro é coisa de favelado”. Aí com conhecimento já era! É Tudo Nosso! 

MDC –  O que falta para o Hip Hop voltar a ocupar mais espaço nas periferias, onde o ritmo atual dominante é funk “carioca”?

TC – Inovar!

Confira a agenda de lançamentos do livro “O Hip-Hop está morto”, de Toni C. Compareça!

15/03 (quinta-feira) – SARAU VILA FUNDÃO – R. Glenn s/n, travessa da Av. Sabim – Capão Redondo – 20hs.

16/03 (sexta-feira) – SARAU LITERATURA NOSSA – R. Bandeirantes, 606 – Jardim Revista – Suzano – 19:30.

25/03 (domingo) – PROGRAMA MISTURA FINA COM LIU MR. – Rádio Heliópolis FM  – 13hs

31/03 (sábado) – HIP-HOP EM AÇÃO (CASA DO HIP-HOP DE DIADEMA) – R. 24 de maio, 38 – Jardim Canhema – Diadema – 15hs

21/04 (sábado) – SARAU PERIFATIVIDADE (BAR DO BONÉ) – Rua Nossa Senhora da Saúde, 1007 – Vila das Mercês – 19hs

Infos Toni C.

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