Uma singela homenagem à Ally Hauff! Esteja em paz!

Posted on Setembro 27, 2011

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“Sempre dizem que, em meio a tantas pessoas, existem algumas especiais. Elas possuem um dom. E não apenas um dom…mas sabem encantar, levar alegria, beleza, admiração aos nossos olhos e aos nossos corações.

O bailarino de Dança Indiana Moderna e Estilo Tribal Ally Hauff, era assim. Ele tinha o dom de dançar, isso era um fato incontestável. Porém o dom era só a base para o efeito encantador que a sua arte mostrava: não tinha quem o visse dançar que não ficava encantado, hipnotizado com sua perfeição, técnica, precisão e principalmente carisma. A pessoa Ally Hauff era engraçada, divertida, humilde, sem frescuras.

O talento de Ally era tão latente que até as bailarinas e professoras da dança clássica indiana se renderam. Onde quer que ele se apresentasse, não tinha quem não se encantava.

Eu estou fazendo este relato, e prestando esta homenagem, atrasada, mas tempo é algo que pra determinadas atitudes não tem validade. Sempre é tempo de homenagear pessoas de luz, como ele foi.

Ally foi meu professor por um breve período de tempo, dançamos juntos em vários lugares, aliás, uma boa fase, pois os eventos pipocavam em especial os vespertinos, que nós bailarinos 24 horas, poderíamos ir e tínhamos esta ligeira vantagem: de sempre poder dançar. Mal sabia eu que foi uma das melhores coisas que fiz: aproveitar esse tempo para me divertir e aprender dançando ao lado dele.

Ally foi vítima de “sub-humanos” que tiravam racha no dia 09/04/2011. Lutou por aproximadamente 2 meses, até dia 15/06, onde cumpriu a sua missão por aqui e faleceu, no dia de seu aniversário.

Não tem como não homenagear um bailarino que fez parte não só da minha vida e história como bailarina, mas na vida da dança étnica brasileira. Ally foi, é e sempre será importante para a história de quem constrói sua caminhada na dança étnica, ainda tão mal vista pelo meio “convencional” da dança. E ele era uma das pessoas que “jogavam na cara”, através de sua arte, que nós que trabalhamos com danças étnicas merecemos sim, respeito, admiração e valorização.

O gesto do Massala é pequeno, mas é o mínimo que podemos fazer por quem representou tanto. Desejo muita força, acalanto e garra para o Luy Romero e para os familiares. Tomara que essa linda história de amor à dança possa continuar.”

Ana Fonseca

Seguem abaixo três vídeos da arte de Ally. Reparem nas opiniões dos jurados no vídeo onde ele se apresenta no Programa Raul Gil. É uma pequena síntese do que eu falei.

 

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