“Quanto vale o seu talento?” – por Renato 5150

Posted on Setembro 14, 2011

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Salve leitores do Massala! Primeiramente, gostaria de agradecer às pessoas que comentaram na minha primeira coluna (até ao Mr. M).

Mais uma vez uma conversa me inspirou a fazer a coluna: dessa vez foi minha mulher, Andréia que me inspirou. Então hoje eu gostaria falar sobre algumas coisas que vi e até passei, que é essa mania FEIA que algumas pessoas tem em SEMPRE querer algumas coisa no choro, muita gente que não dá valor pro próprio trampo e acaba sendo vitima desse tipo de gente adora uma coisa de graça, ou quase.

Você que tem um talento, seja ele qual for: montar site, fazer base, enfim, tudo bem você começar cobrando pouco, às vezes abrindo uma exceção aqui e ali, mas a partir do momento que você vê que seu trampo está sendo bem recebido, tem que parar pra pensar no próximo passo: agir de uma maneira mais profissional, até por que você há de concordar comigo que não deixa de ser um SERVIÇO o que está sendo feito. O sujeito vai lá, quer um barato de tal jeito, dependendo do trampo vocês gastam um tempo, gastam energia elétrica, paciência, etc…

Por exemplo, não importa o preço que você cobre, sempre vai existir alguém pra choramingar coisas do tipo: “Mano, eu não posso pagar isso” ou “Putz mano, vai faltar lá em casa!” e a clássica “Ah mano, cê tá ligado que é o Rap!”. Mas podem apostar, os mesmos que têm esse tipo de desculpinhas são os que gastam quase 100 reais em vodka e energético no rolê. Só que na hora do justo, que seria o certo o maluco “fortalecer” (tá na moda esse termo), ele faz de tudo pra tentar fazer de graça ou conseguir um “preço camarada”.

E devo usar esse espaço pra alertar os rappers que estão começando agora: não é falta de humildade pedir cachê, reivindicar pelo menos a passagem, um lanche. Não ache que “é do Rap” fazer show de graça! Truta, você não tá revolucionando naaaaaada, só vai revolucionar o bolso do maluco que te convenceu a fazer um show no CU do mundo de graça, enquanto ele paga cachê pra quem tem mais nome.

Muita gente tem que parar com essa mania de achar que no Rap é tudo de graça, ou sempre querer tirar proveito. Precisamos crescer de várias maneiras, e com certeza não vamos se não fizermos o dinheiro girar entre a gente, parar de se contentar com pouco, se deixar levar na conversa pelo maluco que tá organizando um show “beneficente” e não quer te pagar nem passagem, nem um sanduíche de mortadela por esse motivo, mas pra chamar alguém com um pouco mais de nome tem dinheiro pra pagar cachê.

Temos que exigir seriedade de nós mesmos sempre ou sempre vai ser como comentei na outra coluna, só uns gatos pingados chegando lá, outros se achando e outros nunca chegando.

Renato 5150 é rapper, beatmaker, integrante do coletivo Eskema Loko

Twitter: http://www.twitter.com/r5150

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