Grupo Sipam – Ensaio Fotográfico e Entrevistas

Posted on Março 14, 2011

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No mês de fevereiro, em sua primeira parceria com a fotógrafa Jess Penido, a produtora Massala Diversidade Cultural realizou o ensaio fotográfico do grupo S.I.P.A.M. (Suprimento Indispensável para Amantes Musicais). A locação escolhida foi o centro velho de São Paulo: ruas e becos da região da Sé e Santa Ifigênia serviram de cenário para a demonstração tanto do talento da fotógrafa quanto do grupo.

Aqui no site do Massala, você poderá conferir como ficou o ensaio completo e um bate-papo tanto com Jess, quanto com o MC Guigo, integrante do grupo, falando sobre as impressões deste trabalho, referências e também sobre o S.I.P.A.M. Vale a pena conferir!!

Entrevistas realizadas por Ana Fonseca.

Jess Penido, fotógrafa:

Massala Diversidade Cultural: Como é o processo de escolha da locação para os ensaios
que realiza?

Jess Penido: Quando se trata de música, digamos que ela mesma escolhe o cenário (risos). Eu costumo ouvir o som de quem vai ser fotografado, vejo o que a música diz. A música sempre tem algo a dizer.

E então vem todo o processo de exploração do local, mas ao contrário do que alguns fazem, eu não vou antes ao lugar, prefiro tudo do jeito Freestyle. No caso do Grupo S.I.P.A.M., por exemplo, depois do ponto de partida fomos caminhando pelas ruas e becos e escolhendo os melhores lugares para fotografar. Talvez um modo de sentir a cidade, entrar na sintonia do concreto e transmitir nas fotos mais do que referências, mas também um significado.

MDC: Porque escolheu o centro da cidade para o trabalho com o grupo S.I.P.A.M? Você sentiu que o trabalho musical do grupo agregou valor ao ensaio? Teve alguma identificação com a locação escolhida?

JP: O som do S.I.P.A.M é muito urbano, suas letras expressam esse cotidiano de uma forma sagaz. Logo o Centro de SP era o lugar ideal. Mas onde seria o ponto de partida? Foi então que a própria capa do CD do grupo mostrou o ponto de partida: Ed. Altino Arantes (é uma das mais belas arquiteturas de São Paulo, e a vista quando se olha do Vale do Anhangabaú para o Edifício é simplesmente magnífica). Daí foi só uma questão de andar, fotografar pelas imediações e escolher os pontos mais conceituais, como a foto com o guarda-chuva.

É uma visão bem sutil, mas essa é a ideia, ver o que quase ninguém veria pra o trabalho ser sempre original, e de certo o Grupo S.I.P.A.M. faz isso, mostra através do seu som coisas que muita gente vê mas quase ninguém enxerga.

 

MC Guigo, grupo S.I.P.A.M.:

Massala Diversidade Cultural: Qual a impressão do grupo S.I.P.A.M. sobre o processo e o resultado deste ensaio fotográfico?

Guigo: A impressão que tivemos foi que o ambiente onde foi feito o ensaio estava perfeito para a essência do grupo. Temos um estilo que chamamos de “espírito urbano”. O resultado ficou perfeito, afinal, pela maneira como foi conduzido por pessoas que contribuíram (fotógrafa, produtora e assessora de imprensa), mostrou realmente a alma e a essência do grupo.

MDC: Com um ensaio fotográfico profissional, novos eventos e shows, vocês acham que está se iniciando uma nova fase para o S.I.P.A.M.?

G: Acredito que sim, pois na verdade cada dia que se passa, temos uma certeza maior.As coisas estão fluindo naturalmente,claro que com o triplo de dedicação, e aos poucos estamos vendo o resultado desse novo ciclo.

MDC: Algumas pessoas comentam que o grupo tem muita influência, e até chegam a ‘copiar’ o grupo Pentágono, até pela região de origem ser próxima. Como vocês encaram esse fato? Esta grande influência realmente ocorre? Se sim, pensam em dar uma identidade própria ao grupo?

G: As nossas principais influências, em termos de flow, foram o SPFUNK e o Looptroop. Em relação às pessoas que acha isso, aí vai de cada um. Claro que o fato de ter sido o Apolo(A.G. Soares) o produtor do disco do S.I.P.A.M. e dos demais discos do Pentágono se torna óbvia uma marca registrada nos beats,mas em termos de flow, jamais. Sempre tivemos essa preocupação, de não ficarmos semelhantes a nenhum grupo, tanto que em estúdio muitas vezes eles estavam presente, e em NENHUM momento foi mencionado que estávamos “copiando”. Se estivéssemos, com certeza o próprio Pentágono se manifestaria. Então hoje em dia, temos a consciência que essa “influência musical” não acontece. Gostamos muito do som do Pentágono, mas não a ponto de se deixar influenciar. Enfim, justificativas à parte, quando é uma crítica construtiva,acatamos sem problemas. Mas quando sentimos que é algo maldoso, simplesmente usamos aquela velha frase: “Sua opinião não me interessa”.

MDC: Como vocês analisam o trabalho de produção cultural e assessoria de imprensa? Isso é fundamental para um bom desenvolvimento do trabalho ou é algo dispensável?

G: Este trabalho é extremamente importante para o crescimento de um grupo,em vários aspectos. Pelo menos para nós, é de extrema importância,principalmente quando se trabalha com pessoas que mostram interesse em fazer uma história, independente de ser “famoso”
ou não.Ainda existem mentes fechadas com o relação ao profissionalismo do rap,acham que ter produtora cultural ou assessoria de imprensa significa status, ou desnecessário, resolvem por si próprios,mas não entendem o quanto é importante encarar e viver o rap de maneira
profissional. É “fácil” fazer rimas, gravar e produzir então nem se fala..quantos beatmakers existem hoje em dia? Mas uma coisa é fato, quanto mais dedicação e profissionalismo o grupo tiver mais as portas se abrem.

MDC: Quais os projetos do grupo, a curto e médio prazo neste ano?

G: Divulgar, expandir ainda mais o nosso primeiro trabalho, a volta da festa “Escutaí!”, que passa por reformulações no momento, e provavelmente um EP com músicas novas,porém essa ultima vamos deixar na surpresa!!

Confira algumas fotos do ensaio Fotográfico do grupo que se apresenta dia 19/03 no Festival RevivaRap e dia 09/04 no Massala HipHop:

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