Ana Fonseca fala sobre Emicida + Batalha do Santa Cruz na seção “Cartas” da Veja São Paulo

Posted on Fevereiro 7, 2011

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Na edição da Revista “Veja São Paulo – edição 2202″, foi publicada ua reportagem sobre o rapper Emicida (“O matador de rimas”), que se referia ao seu sucesso, e à presença no Festival americano Coachella.

Ao publicarem esta reportagem, a produtora cultural e proprietária da produtora Massala Diversidade Cultural enviou uma carta comentando a reportagem, e informando o erro da mesma sobre a Batalha do Santa Cruz.

De nenhuma forma, a produtora cultural questionou ou criticou a reportagem, e sim, como trabalhadora da cultura, e do Hip-Hop, informou a devida Revista sobre a Batalha e fez comentários sobre a devida reportagem. A Revista VEJA SÃO PAULO  não publicou na íntegra a carta da produtora, mas aqui no site do Massala, logo após o texto publicado na Revista, segue a íntegra da carta. Acompanhem:

Texto publicado na Revista Veja São Paulo

Música
Primeiramente, gostaria de parabenizar a revista pela matéria “O matador de rimas” (2 de fevereiro), com o excelente Emicida, retratando seu progresso como MC e como artista. Nós, que trabalhamos com hip-hop, ficamos orgulhosos de contar com alguém sagaz, inteligente e empreendedor, que soube alavancar sua carreira em um segmento ainda visto com preconceito por grande parte da população brasileira. Também gostaria de ressaltar que a mencionada competição de rap da qual o cantor costumava participar chama-se Batalha do Santa Cruz e ainda ocorre em frente ao metrô, todos os sábados, das 20h30 às 23h30.
ANA FONSECA

Carta enviada à Revista Veja no Formato Integral

A/C Diretor de Redação da Veja São Paulo:Bom dia

Primeiramente, gostaria de parabenizar a Veja São Paulo pela matéria “O Matador de Rimas”, com o excelente Emicida, retratando o seu progresso não só como MC, mas como artista. Nós, que trabalhamos com Hip Hop, ficamos orgulhosos de ter entre nós, alguém além de sagaz e inteligente, empreendedor, pois soube através de método próprio alavancar a sua carreira em um segmento ainda visto com preconceito por grande parte da população brasileira.
Só que, na matéria, há um dado incorreto. No trecho que diz:

“Na escola, preferia rimar a estudar. Tornou-se imbatível entre os colegas e passou a frequentar as competições de rap que ocorriam em frente ao metrô Santa Cruz, nas noites de sábado.”

A competição citada, chama-se “Batalha do Santa Cruz”, que além do próprio Emicida, colocou em evidência dentro do segmento vários outros artistas. A referida batalha existe há quatro anos, e AINDA OCORRE todos os sábados, das 20:30 as 23:30 em frente ao metrô Santa Cruz, na saída para o Colégio Arquidiocesano. O evento é devidamente autorizado pelo metrô de São Paulo e contribui muito como uma forma de educação pela arte dos jovens, dado que, a maioria do público presente se concentra na faixa dos 16 aos 25 anos. A batalha estimula o jovem que quer ingressar na vida musical através do Hip Hop a estudar, ler, ser alguém com cultura e informação, já que necessita destas ferramentas para as batalhas de improvisação (freestyle). Uma batalha não significa só uma pessoa satirizar a outra em forma de rimas: eventos como a Batalha do Conhecimento, realizado no SESC SP é uma prova disso, onde os artistas versaram em freestyle sobre assuntos sugeridos, e o campeão foi o organizador da Batalha do Santa Cruz, Marcello Gugu.

A referida Batalha tem organização do Coletivo Africa Kidz Crew, que além do próprio Marcello, tem outros organizadores. Sugiro que a equipe possa um dia realizar uma reportagem neste local e conhecerão mais de perto os valores de educação pela arte como citei.

Um ótimo dia a todos da equipe Veja São Paulo e, mais uma vez, parabéns pela matéria.

Att,
Ana Fonseca
produtora cultural
Massala Diversidade Cultural
www.massaladiversidade.wordpress.com
orgmassala@gmail.com
f:(11)2061-5243 / (11) 6200-0655
Twitter: @massala_cultura / @anarfonseca

Segue o link da Revista Veja São Paulo – edição 2203, em que consta a carta na seção “Música”: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2203/cartas-sobre-edicao-2202

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